CUOTIDIANO

segunda-feira, julho 31, 2006

Criando Uma Nova Religião

Criar uma nova religião é tramado, toda a gente o sabe, principalmente o coitado do Jesus Cristo, que acabou abandonado, até pelo realizador dos “Monty Piton”, que gostou mais do Brian; talvez por isso, essa criação é das coisas mais prestigiantes que há, imediatamente a seguir a ter dívidas descomunais, saber o nome do gajo que fez o “peeling” à Lili Caneças ou, inclusive, andar com a Teresa Guilherme, sendo mais velho que ela, nem que seja duas horas.

Por isso, e por forma a aumentar o meu prestígio (por si próprio já elevadíssimo), resolvi criar uma nova religião, a que dei o nome de, em homenagem às pessoas que tentam parar para pensar um pouco em si e pouco nos outros,

‘Péra Aí, Pá!


Os Deuses

É cedo para falarmos disso, pois ainda não há provas da sua existência; já foram contratados os tipos do CSI Nova Iorque (os de Miami não dá, que estão sempre nas “passas” com a Gloria Esteban) mas ainda estou à espera de resultados – parece que já conseguiram uma impressão digital num copo de bagaço, mas estão a acabar de investigar se não seria do Robert De Niro ou de um dinossauro rabeta.


As bases teológicas

No concílio ecuménico de 381 DC, em Constantinopla, discutiu-se a divindade do Espírito Santo. Na “’Péra aí,, pá!”, no seu primeiro sínodo, em 2006, discutiu-se (posso dizer até bastante esquizofrenicamente, já que eu era o único participante e estava lá, também, para testemunhar) se as fenormonas do bacalhau poderiam levar o sável à loucura, tema bastante mais elevado e de muito maior prestígio que isso do Espírito não-sei-quê que, ao que parece, é apenas um banco, ainda por cima daqueles quase sem lucro nenhum. Assim, no referido concílio, adoptou-se como base teológica suficiente os filmes dos “Irmãos Marx” e as primeiras declarações dos astronautas da “Apolo 13” quando foram socorridos no mar, ou seja, “Chiça!”


Os mandamentos

Os mandamentos são sete e não dez, já que sete é um número cabalístico e que, ainda por cima, costuma dar sorte nos casinos. Assim, os sete mandamentos, originalmente escritos numa tábua de engomar do Continente pelo Primeiro Apóstolo com Metadona e daí retirados à bruta por um sem-abrigo sem escrúpulos, induzido pelos Deuses do Consumo, são:

- Não comerás caracóis à segunda-feira;
- Não farás sapateado à terça-feira;
- Não subirás aos Himalaias à quarta-feira;
- Não farás sexo anal à quinta-feira;
- Não vomitarás aguardente à sexta-feira;
- Não dirás “’Péra aí, pá!” em vão e ao sábado;
- Não saberás pronunciar a palavra “Domingo”.


Os pastores

Ovelhas de top, ovelhas apenas de top... ah, desculpem, os pastores religiosos... ok... os pastores... Bom, os pastores da “’Pára aí pá!” só usarão o cajado em caso de extrema necessidade, ou seja, quando não houver nenhum banco para se sentarem num raio de 10 km, nem nenhum parquímetro da EMEL que não esteja avariado, agora num raio de 200 km. Aí, poderão usá-lo em proveito próprio ou dos outros. Para além disso, estes autênticos pais zoófilos, terão a responsabilidade do acompanhamento moral, espiritual e alucinógeno de todos os fiéis e, principalmente, de todos os infiéis, sobretudo quando a infidelidade for provocada pelos próprios pastores – aí, a responsabilidade será acrescida e terão de tomar conta, também, das irmãs gémeas da pecadora.


A caça submarina

A caça submarina, também conhecida como pesca submarina, define-se como um desporto que consiste em abater espécies marinhas, no seu próprio habitat, ou seja, imerso no mar, utilizando-se uma espingarda de arpão.

Para os mais ignorantes, alerta-se que a pesca do Mero foi proibida.


As orações

As orações serão feitas pelos próprios Deuses da religião, não necessitando os fiéis de as saber. Assim, apenas terão de estar atentos (e, eventualmente, mudar a pilha ao seu aparelho “Sonotone” – para os mais tesos uma corneta acústica serve perfeitamente) e ouvi-los com devoção e espanto, mesmo que só digam baboseiras como “ah e tal, até que está um lindo dia para Inverno” ou “hoje a Diana fez farófias para o almoço”.


Os rituais

Os rituais serão do tipo “tarde livre para visitar todos os museus que lhe dê na gana ou para passar todo o tempo a pinar no quarto”, ou seja, salve-se quem puder. Assim, quem achar que a sua missa é um jogo de futebol oral, que assista ao “Trio de Ataque” (RTPN, quartas às 23h); quem achar que é a Dr.ª Ruth (RTPI, quintas às 18h), que lhe faça sexo oral, e por ai adiante...


As penitências

As penitências dependem do pecado cometido e o prevaricador será sacrificado aos Deuses com a prática, em todo o dia seguinte e sem interrupção, do pecado imediatamente a seguir na lista de Mandamentos acima apresentados. Por exemplo: quem comer alguns caracóis à segunda-feira, terá que passar a terça-feira integralmente dedicada a fazer sapateado (em casos mais graves, em que se coma muitos caracóis, a penitência será agravada e terá de ser executada simultaneamente com beijos fervorosos no Michel). Outro exemplo: Quem, movido por um estranho desejo de espetar uma bandeira no alto de uma montanha (sentimento de facto estranho mas, no entanto, mais evoluído do que espetar uma bandarilha num touro), o fizer nos Himalais, terá de passar o dia seguinte a fazer sexo anal com uma tribo negra acabada de passar seis meses ininterruptos na exploração mineira da África do Sul (em casos considerados graves, passará uma noite inteira a ouvir o Mantorras a dissertar sobre Nietche – mas depois, de madrugada, quando já se julgar livre e perguntar “posso voltar para casa?", terá uma bela surpresa à sua espera, o que lhe permitirá conhecer o lado mais lúdico da religião).


A adesão

A adesão à nova religião é extremamente fácil – “Visa”, “American Express”, "Golden Bico”, “Parque Eduardo Sétimo Forever”, qualquer cartão serve. Se não tiver cartão de crédito mas apenas um anão de estimação, pode dá-lo como entrada (“downpayment”, como dizem os franceses) e pagará o restante em 2.456.890 prestações mensais suaves, com um juro absolutamente divino.



Não hesite, espero por si!

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